quarta-feira, 7 de abril de 2010

vem você

nesses dias sempre chove , sempre chove pra escrever, pra nao amar , os dias sem voce passaram depressa, corridos me enterrando em qualquer coisa que pudesse suprir o nao voce , suprir seu buraco , me enterrando em livros e letras palavras e sons , notas . Os dias sem voce foram como um prato vazio , uma lua de mel sem sexo , um amor partido que corria e fujia do amado , e como mais poderia ser ? os minutos passavam rapidos mas os dias lentos , as noites sem te querer eram como uma estrada sem fim , que eu chegaria a nao te amar um dia talvez , quem sabe nao , quem sabe sim , ... e era estranho começar a fazer o que nunca fiz , gostar de quem nunca gostei , estava a cada dia mais desgastante. Estava cada dia mais desgastante me 'interessar pelo desinteressastissimo' e assim passou , conjuntos de horas , de dias , a minha memoria falhava a cada vez que vinha seu rosto , seu cheiro mas enfim , vai passar , passou .. ou nao , e isso é legal a incerteza o talvez , o diferente , a distancia, a saudade , a falta do beijo ,a falta do amor , da lagrima , do sim , do nao .
A maior distancia quem faz somos nós.


" And I can't stop it now
It can't stop me now "

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