segunda-feira, 19 de julho de 2010

não exigir dos outros senão o mínimo.

Hoje eu resolvi escrever um texto pra você, tentar reescrever minhas simples palavras em algo que fizesse você ver e sentir, tudo o que se passa em mim, e depois de eu tanto tentar te explicar que eu sou assim e nunca conseguiria me entregar feito louca e fingir ser uma pessoa que não sou você se distanciou de mim como se não soubesse que ia ser assim , como se eu não tivesse te dito , te falado .
Hoje passando naquela rua, lembrei de você, dos nossos beijos quase apaixonados, do nosso quase verdadeiro amor, lembrei de como éramos feito crianças e brindávamos com saliva toda aquela alegria de fugir do mundo real, que nos prende de tal forma que não podemos ser nós mesmos, que nos prende e destrói tudo o que um dia podíamos ter, lembrei das nossas palavras trocadas , dos nossos planos que o vento levou , lembrei da nossa intimidade, dos nossos carinhos, nossos jantares,
Lembrei de como era bom, nossas trocas de olhares em meio de toda aquela gente que nunca poderia saber o que se passava, de repente me lembrei da sua desconfiança, das nossas crises, das mentiras ditas pra fugir da solidão, lembrei dos mesmos gostos, dos mesmos discos os mesmos cheiros...
De repente você veio como alguém que eu sinto falta, no meio de toda aquela lista de pessoas que eu ainda queria perto de mim, eu só queria que você soubesse que eu nunca quis que fosse assim, eu nunca quis que se transformasse em algo brando feito a chama daquele fogão velho, que nossos beijos de madrugada e toda aquela nossa intimidade, aquelas tardes de amor fossem embora como a água de um banho, daquele nosso banho, torço pra que um dia todas aquelas minhas atitudes não sejam tão culpadas pelo nosso distanciamento, torço pra um dia tudo volte a ser como aquela troca de calor naquele seu carro que tem o seu cheiro de guardado, que tudo se resuma novamente em mãos grossas, em sua cama macia junto as fotos do seu filho , que toda aquela historia não seja desperdiçada , esquecida e desacreditada . E se transforme em dor, pois
só quem já amou e já se sentiu amado sabe da dor que eu falo. Uma dor que não dói, que chamam os corações, de amor




Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.
Clarice Lispector.

Um comentário:

  1. Eu desisto de tentar entender seus post´s ..
    Pelo que sei você é super feliz e comprometida, mas se realmente é, porque postaria algo assim?
    ENFIM :)

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